Sala Circular amplia acesso à leitura e à tecnologia em escola da zona rural de Boa Vista

A Sala Circular foi inaugurada em 14 de outubro de 2026 na Escola Municipal de Tempo Integral José David Feitosa Neto, na zona rural de Boa Vista. Segundo a prefeitura, o espaço foi criado para aproximar os estudantes da leitura, da tecnologia e da educação ambiental.

O projeto é promovido pelo Instituto Cuidare em parceria com a Prefeitura de Boa Vista e tem patrocínio da VINCI Airports, por meio da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura. Criada em 2025, a iniciativa chegou a Roraima após passar por Ananindeua e Belém, no Pará.

A escola fica no P.A. Nova Amazônia, região do Murupu, e a Sala Circular deve atender mais de 380 alunos da Educação Infantil e dos ensinos Fundamental I e II. A inauguração marcou a chegada do projeto à sua terceira cidade.

Sala Circular

Além de oferecer recursos para os estudantes, o espaço poderá ser usado por professores em atividades pedagógicas, conforme explicou a secretária municipal adjunta de Educação e Cultura, Meiry Jane Gomes. A prefeitura também registrou a recepção dos alunos e a avaliação da gestora Célia Maria Soares sobre a nova estrutura.

Projeto combina leitura, tecnologia e educação ambiental

A Sala Circular reúne 1.200 livros, jogos lúdicos e materiais didáticos e educativos. De acordo com a coordenadora de projetos do Instituto Cuidare, Cynthia Takayama, a proposta articula esses recursos com a sustentabilidade em um ambiente pensado para as crianças.



Entre os equipamentos disponíveis estão notebooks e óculos de realidade virtual. Segundo Takayama, os recursos permitem que os estudantes conheçam pontos turísticos de diferentes partes do mundo por meio de vídeos e tenham experiências imersivas relacionadas também a animais.

O espaço conta ainda com um mapa interativo com QR Codes, que abre outras possibilidades de exploração virtual. A leitura, conforme explicou a coordenadora, também permite conhecer histórias e personagens, aproximando os livros das experiências oferecidas pela tecnologia.

Espaço integra atividades pedagógicas e a rotina da escola do campo

Ao falar sobre o uso pedagógico da sala, a secretária municipal adjunta de Educação e Cultura, Meiry Jane Gomes, descreveu o ambiente como multifuncional e apontou que os professores poderão utilizá-lo no processo de ensino-aprendizagem. Ela também relacionou a oferta de espaços de qualidade à motivação dos docentes para preparar as aulas.

Entre os estudantes que exploraram os materiais estava Laura Poliana Marques, de 8 anos, do 3º ano do Ensino Fundamental. Ela comentou que gostou dos livros e das opções para brincar e pintar, além do local destinado à leitura e ao descanso.

Já Moisés Granjeiro, de 9 anos e aluno do 4º ano, experimentou os computadores junto dos colegas e disse que gostaria de voltar à sala. Os relatos dos dois alunos mostraram diferentes usos dos recursos disponíveis, entre atividades de leitura, brincadeiras e exploração tecnológica.

A gestora Célia Maria Soares acompanha a trajetória da unidade desde o início e afirmou que recebeu o novo espaço com expectativa para o desenvolvimento dos alunos. Neste ano, a escola ganhou uma nova estrutura e se tornou a primeira unidade de ensino em tempo integral da zona rural, mudanças que a gestora descreveu como parte de uma evolução da comunidade escolar.



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