O torneio de robótica educacional encerrou as atividades de 2026 do curso da Prefeitura de Boa Vista em 22 de outubro, no Centro Municipal de Inovação (CMI), segundo a prefeitura. A 12ª edição reuniu 30 alunos do segundo semestre.
A formação é oferecida pela Agência Municipal de Empreendedorismo (AME-BV), e o curso tem dez anos de história. De acordo com a prefeitura, crianças de 9 a 14 anos participam de aulas com carga horária de 40 horas.
Os estudantes foram divididos entre os turnos da manhã e da tarde e participaram de missões com robôs. O evento também marcou a premiação dos vencedores e a entrega de certificados.

A prefeitura destacou o aprendizado prático e o desenvolvimento de habilidades sociais ao longo da formação. A notícia também registra a presença das famílias e o relato da mãe de um aluno com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Curso da AME-BV combina programação e montagem de robôs
Nas aulas, os estudantes trabalharam com peças de LEGO para construir robôs, conforme explicou o coordenador do curso, Pedro Ribeiro. A metodologia envolveu atividades práticas ao longo da formação.
Ribeiro afirmou que o conteúdo integrou conhecimentos de engenharia, artes e matemática. A programação e a montagem dos robôs fizeram parte das atividades desenvolvidas pelos alunos.
Segundo o coordenador, as crianças chegavam tímidas e, com o passar das aulas, aprimoravam a comunicação e a interação com os colegas. Ele também relatou que os estudantes passaram a se expressar com mais confiança.
Torneio reúne alunos, premia vencedores e valoriza a inclusão
As missões do torneio tinham limite de quatro minutos, período em que os participantes manuseavam os robôs para cumprir as tarefas. Pela manhã, competiram quatro duplas e um aluno individualmente; à tarde, estavam previstas outras dez duplas.
Na classificação matutina, a equipe União Faz a Força, formada por Arthur Bernardo Amaral e Sam Joaquim Palácio, ficou em primeiro lugar. A equipe MIMIC, de Samuel Alberto Palácio, conquistou a segunda posição, e o Trio Imparável, composto por Arthur Ariston Amaral e Pedro Destefani Evangelista, terminou em terceiro.
Arthur Bernardo, de 10 anos, contou que entrou no curso por curiosidade e gostou de aprender a construir robôs. Após a vitória, disse que ficou feliz com o resultado e que considera seguir carreira na área de tecnologia.
A mãe de Arthur, Reelity, relatou que o filho tem Transtorno do Espectro Autista (TEA) e que o desenvolvimento dele ficou evidente durante o curso. Ela afirmou que crianças com o diagnóstico aprendem rápido e podem superar estereótipos e preconceitos, além de dizer que se sentia orgulhosa da evolução do filho.
Serviço
- Evento: 12ª edição do torneio de robótica educacional
- Data: 22/10/2026
- Local: Centro Municipal de Inovação (CMI)


